Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Fernando Diniz após Vasco 1 (5) x (3) 1 Volta Redonda
Domingo, 15/02/2026 - 01:52
O Vasco teve um jogo duro contra o Volta Redonda neste sábado, pelo Carioca e viu de perto o risco de ser eliminado da competição. Ao fim do jogo, o técnico analisou a classificação obtida nos pênaltis e criticou o desempenho da equipe no primeiro tempo. Ele também apontou a razão de ter substituído Coutinho, o principal jogador da equipe ainda no intervalo.

— O erro é jogar o primeiro tempo parecido com o que a gente fez com o Flamengo. Terrível, sem margem de fazer um mínimo de analise positiva. Muito mal. Mal tecnicamente, taticamente e principalmente, mal animicamente. É difícil jogar (...) A gente entrou achando que ia ganhar de qualquer jeito, virou perdendo de 1 a 0 e podia ter virado perdendo de dois. No segundo tempo, era para ter feito três, quatro gols e não ofereceu contra-ataque nenhum para o Volta Redonda — considerou o técnico.

Diniz afirma que não pensa em deixar o Vasco: "Nunca pedi demissão na minha carreira"


O Vasco sofreu um gol do Volta Redonda ainda no primeiro tempo, em contra-ataque liderado por Ygor Catatau. A primeira medida que ele tomou para mudar o cenário ainda no intervalo foi a saída de Philippe Coutinho, que não vinha tendo uma atuação de destaque. Em seu lugar entrou Rojas, que acabou dando mais volume ao meio-campo.

Outra mudança positiva foi a entrada de Spinelli no lugar de Nuno. Foi do argentino o gol de empate, que devolveu o Vasco à disputa.

— (O Coutinho) Não estava bem no jogo, não estava legal e a gente resolveu tirar — explicou o técnico.

— Eu também coloco quem acho que vai fazer o Vasco render melhor. Fiz isso minha vida inteira. Spinelli entrou bem, não só o gol, muita disposição. O Rojas entrou bem de novo. Ele já jogou de titular e vai ganhando condição como aconteceu com o Gomez. Ele está aqui há um mês, é o processo natural. O jeito dele de jogar tem a ver com minhas ideias. A tendência é cada vez mais ganhando espaços — afirmou o técnico.



A dificuldade de vencer o Volta Redonda, clube que está na Série C do Brasileirão, irritou a arquibancada de São Januário e Diniz, novamente, foi alvo de xingamentos e protestos da torcida. O presidente Pedrinho e Coutinho foram outros alvos. Questionado sobre a pressão que tem sofrido no cargo, o técnico assegurou sua permanência.

— Nunca pedi demissão e nunca saí para outro clube. Nunca deixei um time. Se acontecer alguma coisa, vou ser mandado embora. Dificilmente vou pedir demissão.

Na semifinal, o Vasco vai enfrentar o vencedor do duelo entre Fluminense e Bangu.

Veja outras respostas do treinador:

Excesso de cruzamentos

— Não é questão de entregar a bola ao adversário. Contra a Chape a gente fez um gol de cruzamento. Contra o Botafogo, também. A gente preencheu mal a área no primeiro tempo. Não faz gol só com jogador alto, mas quando preenche bem a área. Quando a gente cruzava, tinha Brenner e Coutinho. Tem que ocupar a área e ter gente no rebote. Como a gente fez com a Chapecoense. Contra o Bahia, era para ter feito empate. Nuno e Brenner cabecearam.

Vasco 1 (5) x (3) Volta Redonda | Melhores Momentos | Campeonato Carioca 2026


Possibilidade demissão

— Nunca pedi demissão e nunca saí para outro clube. Nunca deixei um time. Se acontecer alguma coisa, vou ser mandado embora. Dificilmente vou pedir demissão.

Estratégia

— A Chapecoense jogava de forma parecida com o Volta Redonda, e a gente sabia disso. Contra a Chapecoense, a gente não teve nenhum problema de contra-ataque. Hoje a gente estava com uma postura muito displicente, achando que não ia acontecer nada. Pouca gente na área, pouca gente no rebote, falta de concentração em um jogo decisivo. Ainda bem que o time pôde voltar com outra postura no segundo tempo e conseguiu a classificação.

O placar final do jogo é soberano. Ninguém discute isso. Eu tenho confiança no trabalho. O trabalho, minha vida sempre foi assim. Em 2023, no Fluminense, teve um momento da temporada que ficou dez jogos sem vencer. Igual a aqui... torcida insatisfeita, muita coisa que é, muita coisa que não é, porque aproveita o momento ruim. O time conseguiu Libertadores, Recopa e terminar em 6º ou 7º no Brasileiro. É saber passar. A gente tem jogado partidas boas com resultados ruins. Hoje a gente jogou muito mal no primeiro tempo e jogou bem o segundo. A gente tem um problema da ausência do Rayan e vocês tem que concordar com isso. A gente se acostumou com a presença do Rayan. Se a gente chutou 20 bolas num jogo, 30 no outro... o Rayan, com poder com ele tinha, quantos gols ele não teria? A gente tem que ser criticado pelo que fez no primeiro tempo hoje e contra o Flamengo. Não pode acontecer. Tem que melhorar o aproveitamento, aproveitar mais e oferecer menos chances ao adversário. Eles tiveram duas chances claras, uma eles fizeram.

Eu acho que é super pré-maturo para fazer avaliação. O começo entrou bem e hoje foi determinante para a classificação. Não só pelo gol, mas pela disposição, pelo pênalti e converteu. Começo promissor. A gente espera que continue fazendo gols, se entregando pelo time e ajudar a gente a vencer jogos.

Mudança tática

— Mudança tática menos, mudança de postura maior. Contra o Flamengo, teve uma amostragem menor. O Barros foi expulso com 5 minutos. A gente tinha mais posse que o Flamengo, estava marcando muito melhor. A tendência era ser um jogo muito mais equilibrado do que foi o primeiro tempo. Hoje o que mudou foi o comportamento. A maneira de jogar não muito tanto e alguns jogadores entraram produzindo bastante. Talvez o que mais produziu foi o Rojas. Entrou bem de novo, finalizando, cruzamentos... bola parada dele é muito boa. A mudança principal foi no anímico do time.

Na vida tem que ter uma coisa que é persistência. Se o time jogasse como jogou no primeiro tempo, seria ruim e preocupante. O time quando produz está na iminência de vencer jogos. O Vasco produz muito e oferece pouco aos adversários. É o que tem sido a rotina. A gente tem que persistir. Tem coisas e coisas que a gente precisa corrigir.

Confiança da torcida

- Não sei se é o (trabalho) mais desafiador. Futebol é sempre difícil. No ano passado, o número principal o Vasco estava na zona de rebaixamento e no final escapou. Quando é conveniente traz: "perdeu tantos jogos". No fundo a gente tinha um medo muito grande do rebaixamento. Em determinado momento, a gente deu uma subida grande pensando em Libertadores. Depois teve a série de cinco derrotas. Depois, ganhamos do Inter aqui e praticamente fugimos do rebaixamento. Na Copa do Brasil a gente foi muito bem. Somado a isso, o Rayan era um jogador que pro Vasco foi muito bem. O cara ia ser vendido por 10 (milhões) e no fim foi quase 40 (milhões). A gente teve receita de lotar o Maracanã duas vezes depois na final contra o Corinthians. Foi um ano que não foi o ideal porque não terminou com o título. Se tivesse terminado com a coroação da Copa do Brasil, teria ido para a Libertadores e quebrado o tabu. Quando a gente começa este ano com a saída do Rayan parece uma coisa pouca, mas não é. Os times vão se reforçando. O Cruzeiro não perde o Kaio Jorge, ele contra o Gerson, depois contrata mais um. O Flamengo a mesma coisa. O Palmeiras a mesma coisa. O Botafogo se desmanchou. O Fluminense não perde jogador importante e vai se reforçando. A gente vai se reforçando do jeito que pode. A gente não repor o Rayan instantaneamente. Nem se tivesse 40 milhões (de euros). O Rayan vale mais do que isso. A gente tem que trabalhar e se adaptar. Principalmente, terminar melhor as jogadas. Ano passado a gente fez muito gol. A gente melhorou o sistema defensivo. Mas a gente tem precisado chutar muito para fazer um ou dois gols. Uma coisa que a gente precisa trabalhar e voltar a vencer para a torcida abraçar o time e criar a sintonia que tivemos no ano passado.

Bolas aéreas

— Quando você está como estava o jogo hoje, pedia dois caras de área. A gente cruzava muito, e quando tem jogadores que sabem atacar a área, o zagueiro marca um e sobra outro. O Spinelli estava livre porque o Brenner estava na área levando a marcação para um lado. A impaciência é natural. Tem que saber conviver. Torcedor quer que a gente ganhe. Se a gente não ganhar, ele vai reclamar, e tem que saber se portar.

Não é vício. Uma jogada que a gente errou. Na outra jogada, o Barros deu um passe por dentro e a gente quase tomou um gol. Em linha baixa, o lugar mais congestionado é dentro. Se você errar por dentro, a tua chance de tomar contra-ataque é enorme, por isso joga do lado. O centro é mais cheio. Quando você joga muito bem dos lados, aí pode ser que tenha uma oportunidade de jogar por dentro. Aquela jogada é incomum em qualquer time. Quando está marcando como eles estavam marcando, já é difícil de entrar pelo lado, pelo centro é muito mais difícil. Fica muito congestionado. Quando tem uma linha de 5, uma linha de 4 e o centroavante ainda voltando para ajudar, é muito difícil. Para tomar um contra-ataque é um risco muito grande. As vezes acontece uma jogada bonita como aquela, mas tem que ter naturalidade. Ela só aconteceu porque a joga muito pelo lado, o cara tem que colocar jogador do lado e abre o centro da área.

Se o zagueiro não precisar avançar, ele não vai avançar. Conforme o time vai jogando, ele fica 8 metros para jogar futebol. O Botafogo e eles... eles não marcaram tão baixo e o Botafogo teve dificuldades. É muito difícil de jogar, bem treinado, com jogadores com saúde, altura na área. Não é fácil furar.

Relação com o Coutinho

— Minha relação ao Coutinho é muito próxima, mais próxima do que vocês imaginam. Muito próxima, muito boa, relação ótima. Com a torcida é com vitória. O torcedor está certo. Eu aguento o que vem da arquibancada. A torcida do Vasco é diferente. Há um mês, a torcida estava gritando o meu nome. A torcida está no direito e está certa. Se o time faz o que fez no primeiro tempo, como a torcida não vai se desesperar com aquilo que está vendo? Que vem na chuva, que vem no sol, que viaja... de mim, a torcida vai receber sempre o que eu acho da torcida do Vasco. É uma torcida diferente, apaixonada. O maior patrimônio do Vasco é a sua torcida. O que tenho que fazer é fazer o time ganhar o jogo. Se tivesse que ganhar da Chapecoense, do Bahia, ia estar tudo legal. Não ganhou, a torcida se preocupa. O torcedor está coberto de razão. Isso eu falo para os jogadores. A gente tem que entregar um serviço de qualidade e entregar vitórias.

Momento no clube

— Eu adoro estar no Vasco. Eu escolhi vir pro Vasco. Se você olhar os números, que é uma maneira de olhar o trabalho do treinador, você ve o que time produz e o que time oferece. Hoje foram 31 chutes a gol contra 6. Contra a Chapecoense, números parecidos. Contra o Bahia também. Contra o Mirassol, o Vasco teve estatísticas que te aproximam de ganhar o jogo. O placar final do jogo é soberano. Ninguém discute isso. Eu tenho confiança no trabalho. O trabalho, minha vida sempre foi assim. Em 2023, no Fluminense, teve um momento da temporada que ficou dez jogos sem vencer. Igual a aqui... torcida insatisfeita, muita coisa que é, muita coisa que não é, porque aproveita o momento ruim. O time conseguiu Libertadores, Recopa e terminar em 6º ou 7º no Brasileiro. É saber passar. A gente tem jogado partidas boas com resultados ruins. Hoje a gente jogou muito mal no primeiro tempo e jogou bem o segundo. A gente tem um problema da ausência do Rayan e vocês tem que concordar com isso. A gente se acostumou com a presença do Rayan. Se a gente chutou 20 bolas num jogo, 30 no outro... o Rayan, com poder com ele tinha, quantos gols ele não teria? A gente tem que ser criticado pelo que fez no primeiro tempo hoje e contra o Flamengo. Não pode acontecer. Tem que melhorar o aproveitamento, aproveitar mais e oferecer menos chances ao adversário. Eles tiveram duas chances claras, uma eles fizeram

Fonte: ge